Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador textos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

DEVANEIOS - Crônica: Cheers to the freaking translators!


Olá, pessoal!! Tudo bem?
Depois desse breve hiatus de uma semana sem postagens/vídeos, o blog está de volta. Essa pausa se deu devido à minha falta de tempo nos últimos dias (e como eu já disse inúmeras vezes, a faculdade é a minha prioridade no momento) e também algo sobre o blog que eu estava bem chateada que eu falei no Twitter (se você ainda não nos segue lá, corre lá e segue), então se você não viu o meu desabafo, vai lá ver o que eu disse.
O post de hoje é uma homenagem ao "Dia do Tradutor" que foi ontem (30) e eu, como futura tradutora, não poderia deixar essa data passar em branco por aqui, né? Então, eu estou postando esta crônica que eu escrevi no ano passado, mas que ainda continua relevante esse ano (e também porque eu estava sem criatividade nenhuma de escrever algo e melhor, portanto, vai esse mesmo, rs).

30 de Setembro, Dia do Tradutor. Mas eu não vim aqui só para parabenizar a minha (futura) profissão. Não, eu vim aqui para fazer você refletir sobre a importância da tradução. Eu posso apostar que você nunca parou para pensar na importância que essa atividade possui. Sem a tradução, não existiria a globalização; sem a tradução não existiria a comunicação e interação entre o países; sem a tradução você não poderia ler aquele livro que você adora do escritor internacional; sem a tradução você nem teria acesso à Bíblia; sem a tradução, você não saberia o que significa a letra daquela música internacional que você vive cantando; sem a tradução, esse creme ou remédio importado que você usa não teria chegado ao Brasil e você não poderia usá-lo; sem a tradução, as metrópoles não poderiam ter colonizado as colônias; sem a tradução, não poderíamos ter conhecimento de outras culturas; sem a tradução, não poderíamos comer e fazer pratos de outras culturas; sem a tradução, não seria possível fazer negócios entre outros países; sem a tradução, não saberíamos o que se passa nos outros países; sem a tradução, você não poderia assistir à filmes e séries legendados ou dublados; sem a tradução, a tecnologia não teria se expandido; sem a tradução, a internet não teria chegado até você; sem a tradução você não poderia nem estar utilizando a Internet agora. Sem a tradução, não existiria o conceito de cultura universal ou sequer existiria. Cada país seria excluído e isolado em sua própria cultura, ignorante da diversidade alheia, alienado apenas naquilo que cabe às suas fronteiras geográficas e linguísticas. Sem a tradução, o mundo não seria o que é hoje. Então, antes de você pensar que "não precisa de faculdade para fazer tradução" ou "traduzir é um hobby, não ganha-pão" ou ainda que "tradutor não é profissão", saiba que traduzir é uma arte e exige muito mais trabalho do que você imagina e somente quem trabalha na área consegue entender, portanto reflita o quanto o profissional tradutor é importante para o mundo e está muito mais presente na sua vida do que você imagina. Um brinde a mim e aos meus colegas tradutores por termos uma profissão tão importante, ainda que desvalorizada. Um dia, faremos com que todos nos deem o devido valor.

Mariah Clara Nogueira.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

DEVANEIOS - Crônica: Se permita, a vida é pra quem tem coragem!

As pessoas são engraçadas, de um jeito muito irônico. É engraçado que parece que quanto mais a gente cresce, pior a gente fica. Mais frio a gente se torna. A criança ou o adolescente que você era, teria orgulho do adulto que você é hoje? Há quem diga que a vida nos torna assim, as decepções, os medos, e que é justificável aquela pessoa ser assim porque afinal, “olha tudo o que ela já passou, coitada, é uma forma de se proteger.” Eu discordo. Eu defendo a tese de que a vida é difícil, a gente até nasce chorando. Mas na vida a gente SEMPRE pode escolher, existem dois caminhos, você sempre pode pegar o caminho mais fácil e “desligar” seus sentimentos como se fosse um botãozinho, e se tornar alguém mais frio, alguém que ninguém nunca mais vai te machucar. Porém, vai ter que conviver com a vida vazia que você vai ter, o medo de deixar qualquer um se aproximar de você de novo, a desconfiança de tudo e todos. E tem o caminho mais difícil, que eu escolhi trilhar, de lidar com as situações, enfrentar, oras! Se permitir chorar, sofrer, mas se permitir sentir tudo, tudo mesmo. Amor, felicidade, decepção, tristeza, desilusão, paixão, tesão, ódio, raiva, gratidão. Deixe se afundar na dor, e mesmo que você queira mais que tudo ligar aquele botãozinho e decidir se tornar alguém mais frio, só pra se proteger, lembra que tudo passa, que quando você se permitir afundar na dor, eventualmente, você começará a nadar, e sem perceber você vai ver que superou! E esse não vai ser o momento mais feliz, vai ser olhar pra trás e ver que você continua o mesmo, a mesma pessoa de sempre, que nada em você mudou, nada foi alterado ou danificado. É o que me deixa mais feliz, olhar pra trás e saber que eu sou a mesma Gabriela de 10, 15, anos atrás, ainda ingênua, feliz, bondosa, grata, gentil, pentelha, carinhosa e cheia de amor pra dar e vender! Só um pouco mais machucada, e pronta pra quando se curar, quebrar a cara de novo, afinal a vida é pra quem tem coragem. Mas eu tenho orgulho de dizer que eu não mudei, que a Gabriela criança teria orgulho sim da Gabriela adulta que sou hoje. E eu vou continuar a mesma daqui a 50, 60, 70 anos.

Gabriela Bergamo.